quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Amar-me-ia. E a ti, te ia.


Não sei se fazes-me falta por isso ou por aquilo tudo que ficou gravado na memória, mas fazes-me falta, superficial e profundamente, de trejeito a sensação. E ausento-me de mim, fazendo testes com a esperança, e a espera.
E aos poucos a febre baixa, e sinto-me sozinha, e tão apegada a mim mesma. Aos poucos esqueço de todo resto, e já nem me lembro mais. E mais nada. E mais.
Não sei se a minha própria indiferença de mim faz-me bem (prelúdio da liberdade) ou faz-me todo mal que mereço, mas existe. Fez um laço em meu pescoço, como fita de presente raro, e enfeitou-me de um lirismo que não causa encanto nem desafeto/ desalento/ desconforto.
É a legião do des-.
É quase tornar-se invisível, esquecível.
Não vou voltar a usar as mesmas lembranças, mas vou trocar a cor do esmalte, e não vou mudar o nível da ternura. Eterna. E amar-me-ia a mim, e a mim, como sempre foi o eternamente..
Não sei o tempo vai passar depressa, devagar. Não sei. Não sei se vai existir espera. Talvez persista a minha ausência – a eterna – e possamos nos dar bem com isso.
Mas houve, existe, e agora, acabou, porque agora é o futuro.
E o futuro é aquela estrela.
Se não fosse importante, eu não contaria para ninguém. Eu seria um silêncio. Mas mesmo sendo, eu me calo, e é uma arte.

http://br.youtube.com/watch?v=6ukV8DUsmjc


É como se você estivesse do outro lado da porta, rindo, sabendo que eu não sei que você esta ai... só para saber do que você sabe, e saber do que eu não sei, e é só porque sabe que a surpresa me faz bem!

Dedicado as entrelinhas do passado, do presente, e do futuro... e em comemoração ao sucesso do fim de ano – sucesso único e que não deve nada a ninguém.

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